sexta-feira, 10 de junho de 2016

Febre Chikungunya

O que é Febre Chikungunya?

Sinônimos: febre chicungunha
Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.
Seus sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.
A febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. Ela recebeu esse nome pois chikungunya significa “aqueles que se dobram” no dialeto Makonde da Tanzânia, termo este usado para designar aqueles que sofriam com o mal. A doença, apesar de pouco letal, é muito limitante. O paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas, daí o “andar curvado”.
Os mosquitos transmitiam a doença para africanos abaixo do Saara, mas os surtos não ocorriam até junho de 2004. A partir desse ano, a febre chikungunya teve fortes manifestações no Quênia, e dali se espalhou pelas ilhas do Oceano Índico. Da primavera de 2004 ao verão de 2006, ocorreu um número estimado em 500 mil casos.
A epidemia propagou-se do Oceano Índico à Índia, onde grandes eventos emergiram em 2006. Uma vez introduzido, o CHIKV alastrou-se em 17 dos 28 estados da Índia e infectou mais de 1,39 milhão de pessoas antes do final do ano. O surto da Índia continuou em 2010 com novos casos aparecendo em áreas não envolvidas no início da fase epidêmica.
Os casos também têm sido propagados da Índia para as Ilhas de Andaman e Nicobar, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Singapura, Malásia, Indonésia e numerosos outros países por meio de viajantes infectados. A preocupação com a propagação do CHIKV atingiu um pico em 2007, quando o vírus foi encontrado no norte da Itália após ser introduzido por um viajante com o vírus advindo da Índia.
As taxas de ataque em comunidades afetadas em recentes epidemias variam de 38% a 63% e, embora em níveis reduzidos, muitos casos destes países continuam sendo relatados. Em 2010, o vírus continua a causar doença em países como Índia, Indonésia, Myanmar, Tailândia, Maldivas e reapareceu na Ilha Réunion.
Casos importados também foram identificados no ano de 2010 em Taiwan, França, Estados Unidos e Brasil, trazidos por viajantes advindos, respectivamente, da Indonésia, da Ilha Réunion, da Índia e do sudoeste asiático.
Atualmente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá. Isso quer dizer que a febre chikungunya está migrando e pode chegar ao Brasil, onde os mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus têm todas as condições de espalhar esse novo vírus.
Getty Images
Febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aedypti

Causas

A febre chikugunya não é transmitida de pessoa para pessoa. O contágio se dá pelo mosquito que, após um período de sete dias contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus CHIKV durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.
O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de dois a 12 dias para a febre chikungunya se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.
A transmissão da febre chikungunya raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C - por isso ele se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito transmissor da febre chikungunya podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes e esperando um ambiente úmido para se desenvolverem. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.
O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar, transmitindo a febre chikungunya, nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. No entanto, mesmo nas horas quentes ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento. Por ser um mosquito que voa baixo - até dois metros - é comum ele picar nos joelhos, panturrilhas e pés.
Além de transmitir dengue e febre chikungunya, a fêmea do Aedes aegypti também passou a carregar o vírus responsável pela febre Zika.

Fatores de risco

A febre chikungunya pode afetar pessoas de todas as idades e ambos os sexos. Entretanto, a apresentação clínica é conhecida por variar de acordo com a idade, sendo os muito jovens (neonatal) e idosos os mais afetados pelas manifestações graves da doença. Além da idade, as comorbidades (doenças subjacentes) também vêm sendo identificadas como fator de risco para pior evolução da doença.
A maioria das infecções por CHIKV que ocorre durante a gravidez não resulta na transmissão do vírus para o feto. Existem, porém, raros relatos de abortos espontâneos após a infecção maternal por febre chikungunya. Aqueles infectados durante o período intraparto podem também desenvolver doenças neurológicas, sintomas hemorrágicos e doença do miocárdio. Anormalidades laboratoriais incluíram testes de função hepática aumentados, plaquetas e contagem de linfócitos reduzidos e níveis de protrombina diminuídos.
Indivíduos maiores de 65 anos tiveram uma taxa de mortalidade 50 vezes superior quando comparados ao adulto jovem (menores de 45 anos de idade). Apesar de não ser claro por que os adultos mais velhos têm um risco aumentado para doença mais grave, pode ser devido à frequência de comorbidades ou resposta imunológica diminuída.

 sintomas

Sintomas de Febre Chikungunya

O período de incubação da febre chikungunya varia de dois a 12 dias. Muitas pessoas infectadas com CHIKV não apresentarão sintomas. O quadro clínico é muito semelhante ao da dengue, e os sintomas de febre chikungunya são:
  • Febre
  • Dor nas articulações
  • Dor nas costas
  • Dor de cabeça.
Outros sintomas incluem:
  • Erupções cutâneas
  • Fadiga
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Mialgias.
Os sintomas comuns de chikungunya são graves e muitas vezes debilitantes, sendo as mãos e pés mais afetados. No entanto, pernas e costas inferiores frequentemente podem estar envolvidas.

Febre chikungunya x Dengue

A febre chikungunya apresenta um quadro muito parecido com os sintomas da dengue. Entretanto, é importante diferenciar o diagnóstico das duas doenças, uma vez que a dengue é mais grave e seu tratamento pede um acompanhamento mais próximo. Também foram registrados casos em que as duas doenças ocorreram ao mesmo tempo.
Observações de surtos prévios na Tailândia e na Índia têm demonstrado as principais características que distinguem o CHIKV de dengue. Na febre chikungunya, o choque ou hemorragia grave são raramente observados. O início é mais agudo e a duração da febre é muito mais curta.
Embora as pessoas possam se queixar de dor corporal difusa na presença na dengue, a dor é muito mais pronunciada e localizada nas articulações e tendões nos casos de febre chikungunya.

 diagnóstico e exames

Diagnóstico de Febre Chikungunya

Se você suspeita de febre chikungunya, vá direto ao hospital ou clínica de saúde mais próxima. O diagnóstico deverá ser feito por meio de análise clínica e exame sorológico (de sangue). A partir de uma amostra de sangue, os especialistas buscam a presença de anticorpos específicos para combater o CHIKV no sangue. Isso indicará que o vírus está circulando pelo seu corpo e que o organismo está tentando combatê-lo.
Para diferenciar febre chikungunya da dengue, outros exames podem ser feitos:
  • Testes de coagulação
  • Eletrólitos
  • Hematócrito
  • Enzimas do fígado
  • Contagem de plaquetas
  • Teste do torniquete: amarra-se uma borrachinha no braço para prender a circulação. Se aparecerem pontos vermelhos sobre a pele, é um sinal da manifestação hemorrágica da dengue
  • Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Febre Chikungunya

Atualmente, não há tratamento específico disponível para a febre chikungunya. Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes devem ser mantidos sob mosquiteiros durante o estado febril, evitando que algum Aedes aegypti o pique, ficando também infectado.
É importante apenas tomar muito líquido para evitar a desidratação. Caso haja dores e febre, pode ser receitado algum medicamento antitérmico, como o paracetamol. Em alguns casos, é necessária internação para hidratação endovenosa e, nos casos graves, tratamento em unidade de terapia intensiva.
Como na dengue, pacientes com febre chikungunya devem evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada. Esses medicamentos têm efeito anticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamatórios não hormonais (diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam) também devem ser evitados. O uso destas medicações pode aumentar o risco de sangramentos.

 convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

A mortalidade por febre chikungunya é muito pequena. Entretanto, um aumento na taxa de óbito absoluto foi relatado durante as epidemias de 2004-2008 na Índia e na Ilha Maurício.
Após os primeiros dez dias, a maioria dos pacientes sentirá uma melhora na saúde geral e na dor articular. Porém, após este período, uma recaída dos sinais pode ocorrer com alguns pacientes reclamando de vários sintomas reumáticos. Isso é muito comum entre dois e três meses após o início da doença. Alguns pacientes também podem desenvolver distúrbios vasculares periféricos, como a síndrome de Raynaud. Além dos sintomas físicos, a maioria dos pacientes reclama de sintomas depressivos, cansaço geral e fraqueza.
Estudos da África do Sul mostraram que 12%-18% dos pacientes terão sintomas persistentes de 18 meses a três anos. Em estudos mais recentes na Índia, a proporção de pacientes com sintomas persistentes em dez meses após o início da doença foi de 49%, enquanto dados da Ilha Reunión demonstraram que 80%-93% dos pacientes se queixam de sintomas persistentes três meses após o início da doença, reduzindo para 57% aos 15 meses e 46% aos dois anos.
O sintoma persistente mais comum é dor nas articulações decorrentes de inflamação, geralmente as mesmas articulações afetadas durante os estágios agudos. Outros sintomas, como cansaço e depressão, podem persistir após a fase aguda da doença.
Entre os fatores de risco para não recuperação estão idade avançada (mais de 65 anos), problemas de articulação pré-existentes e doenças agudas mais graves.

 prevenção

Prevenção

O mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus e suas larvas nascem e se criam em água parada. Por isso, evitar esses focos da reprodução desse vetor é a melhor forma de prevenir a febre chikungunya! Veja como eliminar o risco:

Evite o acúmulo de água

O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas.

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos.
Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de febre chikungunya devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de febre chikungunya, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquitoAedes aegypti. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Lagos caseiros e aquários

Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco de febre chikungunya deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método paliativo para se proteger contra a febre chikungunya. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

Suplementação vitamínica do complexo B

Tomar suplementos de vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala, confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente. Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da alta temporada de infecção do mosquito, e nem isso garante 100% de proteção contra a febre chikungunya. A estratégia deve se somar ao combate de focos da larva do mosquito, ao uso do repelente e à colocação de telas em portas e janelas, por exemplo.



            Blog de Deusa /Tua saúde


Como tratar a Chikungunya para aliviar a dor nas articulações

Para diminuir a dor nas articulações causada pela febre de Chikungunya deve-se seguir o tratamento indicado pelo médico que pode incluir o uso de Paracetamol, compressas quentes e beber muitos líquidos como água, chá e água de coco, até que o organismo seja capaz de combater o vírus.
Geralmente, o tratamento dura entre 7 a 30 dias, mas a dor nas articulações podem permanecer por mais de 1 ano, sendo necessário, nesses casos, fazer fisioterapia.
O repouso durante a fase aguda, nos primeiros 10 dias da doença, é muito importante porque parece prevenir complicações e que a chikungunya se torne crônica.
Como tratar a Chikungunya para aliviar a dor nas articulações

Remédios para Febre Chikungunya

Os remédios mais indicados são Paracetamol ou Dipirona para controlar a dor nos músculos e articulações, no entanto outros como cloridrato de tramadol e codeína podem ser indicados quando os primeiros não são suficientes para aliviar de forma significativa os sintomas.
Inicialmente o médico pode indicar o uso de uma combinação de Paracetamol com Codeína para aliviar a dor, por ser um analgésico mais forte e o tramadol pode ser usado em último caso, mas deve ser usado com cautela por idosos e pessoas que já tiveram convulsões ou doenças no fígado ou nos rins.
Os efeitos colaterais destes remédios incluem boca seca, náusea, vômito e dor de cabeça.
Assim como na dengue os remédios que não devem ser utilizados são aspirina e anti-inflamatórios como ibuprofeno, diclonefaco, nimesulida e ácido acetilsalicílico, e os corticosteroides também não devem ser usados.

Tratamento caseiro para Febre Chikungunya

Como tratar a Chikungunya para aliviar a dor nas articulações
Alguns cuidados para tratar os sintomas específicos da febre de Chikungunya são:
  • Febre alta: colocar uma compressa fria na testa, evitar o excesso de roupa, beber chá de pulmonária;
  • Dor nas articulações: aplicar compressas frias, com óleo essencial de camomila, sobre a articulação dolorida, beber infusão de salgueiro 3 vezes por dia;
  • Náuseas e vômitos: beber chá de gengibre durante o dia, chupar um picolé de limão;
  • Diarreia: beber água de arroz, comer alimentos cozidos de fácil digestão, como fruta, arroz ou frango.
Uma boa dica, além dos cuidados citados, é fazer uma alimentação rica em vitamina C, aumentando o consumo de frutas como laranja, kiwi ou morango, para fortalecer o sistema imune e acelerar a recuperação.
Veja alguns sucos e chás que podem ajudar a diminuir a dor nas articulações:

Tratamento para Chikungunya crônica

Pode incluir o uso de remédios corticóides como a prednisona por até 21 dias, na dose recomendada pelo médico. Este medicamento, no entanto, não pode ser utilizado em caso de doenças como diabetes, hipertensão descontrolada, osteoporose, transtorno bipolar, insuficiência renal crônica, em caso de diálise, síndrome de Cushing, obesidade e problemas cardíacos.
A fisioterapia pode ser muito útil para controlar os sintomas e melhorar a movimentação das articulações sendo recomendado o uso de aparelhos e exercícios indicados pelo fisioterapeuta. Em casa a pessoa pode realizar diariamente alongamentos, devendo evitar longas caminhadas e muitos esforços. As compressas frias geralmente são mais indicadas que as mornas e podem ser usadas durante 20 minutos para diminuir a dor nas articulações.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora da febre de Chikungunya surgem quando o organismo é capaz de eliminar o vírus e incluem a diminuição da febre, da diarreia e dos vômitos.
Em alguns casos, o cansaço e a dor articular podem se manter após a cura da doença e, por isso, o clínico geral pode recomendar sessões de fisioterapia para ajudar a diminuir o desconforto.

Sinais de piora

Quando o tratamento não é feito de forma adequada, ou o sistema imune se encontra enfraquecido podem surgir sinais de piora como febre acima de 38º por mais de 3 dias e piora da dor nas articulações, levando à artrite, que pode persistir por meses.
Em casos muito raros a Chikungunya pode ser fatal. Nesse caso a doença pode causar miosite, uma inflamação dos músculos, que pode até mesmo levar à morte porque o sistema imune começa a atacar os músculos do corpo. Os sintomas podem começar a se manifestar cerca de 3 semanas depois do diagnóstico da doença.

Sinais de alerta para voltar ao médico

É importante voltar ao médico quando após o início do tratamento, a febre se manter por 5 dias ou se surgirem outros sintomas que podem indicar complicações como sangramento, convulsões, desmaio, dor no tórax e vômitos frequentes. Nestes casos a pessoa pode ter que ficar internada no hospital até a melhora dos sintomas.




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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Vestido longo e jaqueta de couro para arrasar nesse friozinho!


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Enfim os dias começam a ficar verdadeiramente com cara de Outono, para quem ama frio e moda é uma das melhores épocas do ano, pois a possibilidade de looks mais elaborados são muito maiores, graças as sobreposições.
E hoje trouxemos uma opção de look inusitada para os dias de frio mais leve, vestido longo + jaqueta de couro, essa é uma combinação certeira e super versátil pois é possível criar looks de diversos estilos, confira:
Boho Chic
boho chic
Para compor um look Boho Chic aposte em vestidos em tecidos rústicos, florais, de tricô ou em cores neutras  e complete com uma jaqueta de couro. Abuse dos colares e chapéus e nos pés botinhas de cano curto.
Urbano
urbano
Para um look super moderno e clean, escolha vestidos básicos, de malha ou tecido, complete com uma jaqueta de couro ou jeans. Nos acessórios aposte nas toucas, nos pés botas rasteiras, de saltos baixos ou tênis.
Noite
noite
Para noite, um jantar, um barzinho ou um cinema, aposte nos vestidos com fendas ou assimetria. Estampas animal print e transparência também são bem vindas. E claro a jaqueta de couro completar! Nos pés os scarpins são os mais indicados, pois aquecem os pés mas as sandálias também ficam legais.
Sofisticada
festa
Tem um casamento para ir, uma formatura ou uma festa super chic? Então é hora de ousar, combine seu vestido de festa com uma jaqueta de couro e arrase sem medo! Nos pés scarpins para completar o look sofisticado descontraído.
Bom agora é só escolher um estilo para o final de semana e arrasar.



             Blog de Deusa / Blog Azul


Tendências Masculina Outono/Inverno 2016

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Antigamente a moda masculina era bem sem sal, sempre a mesma coisa, mas hoje as coisas são bem diferentes, as tendências para o universo masculino são tão interessantes quanto para moda feminina. Então é hora de vocês boys ficarem antenados nas tendências  que não são poucas do Outono/Inverno 2016 confira!
Blusas e Jaquetas Oversized
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As oversized (grande demais) são blusas ou jaquetas grandes, elas já são as queridinhas de celebridades, já estão em diversas vitrines e apareceram em vários desfiles na semana de moda. São ótimas para quem busca um look confortável e cheio de atitude!
Suéter de Tricô

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O suéter de tricô é uma peça atemporal e super democrática, daquelas que vale a pena investir, pois nunca saem de moda, e vão bem com tudo, desde um look mais formal com blazer ou camisa por baixo até com uma camiseta básica.
Moletom de Manga Curta com Capuz
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Os moletons de mangas curtas são perfeitos para o inverno brasileiro, já que o frio aqui não é tão rigoroso, eles aquecem mas não deixam o visual tão pesado e o capuz da aquele toque despojado ao look!
Blusas com Thumbhole (Dedal)

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As blusas com dedal estão em alta, elas tem a manga mais cumprida e uma abertura para colocar o dedão, são ótimas para aquecer as mãos nos dias frios, além de serem bem estilosas!
Touca Dobrada
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A touca dobrada é uma peça perfeita para dar aquele toque de estilo que as vezes fica faltando no seu look, elas apareceram em diversos desfiles durante a semana de moda e também são super versáteis, estamos acostumados a velas sendo usadas com looks mais casuais, mas a proposta para o Outono/Inverno 2016 é usa-las com looks formais, dando um toque descontraído.
Trench Coat
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Os trench coat são super sofisticados, deixam qualquer look mais elegantes, estão super em alta, o shape (forma) que eles vieram para essa temporada é bem slim e alongado, estão em alta porém são confeccionados em materiais bem pesados, ideais para um inverno bastante rigoroso, mas se você deseja adquirir um para usa-lo por aqui (Brasil) a dica é procurar por um trench coat confeccionado em um tecido um pouco mais leve.
Chelsea Boots
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A GORA Chelsea Boots são tendência para os homens também, os modelos em camurça são os que estão mais em alta, ficam ótimas com jeans, são bem confortáveis além de estilosas!
Bom agora o que não falta são dicas para deixar seus looks de inverno mais interessantes!





               Blog de Deusa / Blog Azul



Moda SCRECHI para o Frio 2016


Uma peça que não pode faltar é o casaco sobre tudo, além de nós deixar quentinhas ele é muito elegante.


Botas estilo montaria é coringa, combina com todas as mulheres, são lindas e tem vários estilos e cores, não pode faltar uma bota no seu armário.

Canos curto ou longo elas estão sempre lá para nos aquecer do frio "Botinhas amadas", Toucas e chapéus estão sempre na moda inverno, são lindos de diferentes cores e o mais importante aquecem.

Calça de couro tem tido vida longo nesses últimos anos na moda entra inverno sai inverno e ela está la firme e forte, vamos falar a verdade elas não aquecem tanto assim né mas são lindas e compoen um look com muito luxo e glamour.

Botas de cano auto e outra pedida interessante, mas vale lembra que esse tipo de bota é somente para  mulheres altas por que mulheres baixinhas iram ficar com a sensação de achatas, mas se você é baixinha e mesmo assim se sente confortável para usa-las vai em frente o importante é se sentir bem e arrasar, por que se você se sente bonita você é linda.

Botas e botas love love pelas "botas", é são perfeitas e você escolhe a cor e modelo que mais combina com você.


Mantas, cachecóis, golas, lenços são sempre bem vindos para nos manter aquecidas sem falar que são um charme. Então nesse inverno use e abuse de suas mantas e lenços. 
Não se prendam a cores escola a que você mais gosta e que combina com você, e não esqueça o velho ou novo o moletom e sempre quentinho e você pode criar muitos look com ele.

Por hoje é isso meus amores espero muito que tenham gostado por que faço tudo sempre com muito carinho pra vocês, inspirem-se,arrasem,  fiquem lindas nesse inverno um beijo e até a próximo.








                Blog de Deusa / Blog Clarisse Frone




FEBRE CHIKUNGUNYA – SINTOMAS, TRANSMISSÃO E TRATAMENTO

                                FEBRE CHIKUNGUNYA

A febre chikungunya, chamada em português de febre chicungunha*,  é uma doença provocada por um vírus, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, tais como febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo. Felizmente, a febre chikungunha não provoca complicações hemorrágicas, sendo, portanto, uma infecção menos fatal que a dengue.
* em Angola, a febre chikungunya é popularmente chamada de catolotolo.
A febre chikungunha pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos que transmitem o vírus da dengue e da febre amarela, motivo pelo qual essa virose conseguiu recentemente chegar ao Brasil.
Neste artigo vamos fazer uma revisão sobre a febre chikungunya, incluindo sintomas, formas de transmissão, diagnóstico e tratamento. Vamos explicar também como o vírus Chikungunya chegou ao Brasil.
Se você procura informações sobre a outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, acesse os seguintes artigos:

TRANSMISSÃO DA FEBRE CHIKUNGUNYA

A febre chicungunha é uma infecção transmitida pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que é um arbovírus, ou seja, um vírus transmitido por artrópodes. No caso específico da febre chikungunha, o artrópode que transmite o vírus são os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
Portanto, a febre chikungunha, assim como tantas outras, é uma doença transmitida pela picada de determinados mosquitos. Exceto situações específicas que serão explicadas mais abaixo, não há transmissão do CHIKV diretamente de uma pessoa para outra. Você pode conviver, abraçar, apertar as mãos e até beijar uma pessoa contaminada que não há risco de contágio.
Assim como o ocorre na dengue, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus não conseguem transmitir o vírus Chikungunya imediatamente após a sua contaminação. Quando o mosquito pica alguém infectado pela febre chikungunha, o sangue contaminado entra pelo seu sistema digestivo e é absorvido. A partir daí, o vírus passa a se replicar dentro do organismo do inseto, só indo aparecer nas glândulas salivares após alguns dias. Esse intervalo de tempo necessário para o mosquito contaminado tornar-se um mosquito contaminante é chamado de período de incubação extrínseco.
O período de incubação extrínseco do vírus Chikungunya é de cerca de 10 dias. Todavia, este período pode variar. Em geral, quanto mais quente for a temperatura do ambiente, mais curto é o período de incubação extrínseco. Em locais onde a temperatura ambiente é baixa, o mosquito pode morrer antes que o período de incubação extrínseco esteja completo, o que justifica a maior incidência da doença em áreas tropicais.
A transmissão através da picada de mosquito é responsável por praticamente todos os casos de febre chicungunha. Porém, há outras formas possíveis de se contaminar com o CHIKV. Uma delas é a chamada transmissão vertical, que ocorre da mãe para o bebê durante o parto. Até onde sabemos, o vírus Chikungunya não causa má-formações no feto, pois, aparentemente, a transmissão não ocorre dentro útero, mas sim no momento do parto, seja ele natural ou por cesariana.

Os recém-nascidos contaminados costumam desenvolver a doença entre 3 a 7 dias, e o quadro clínico costuma ser bem mais grave que nos adultos. Não há evidências de que o CHIKV possa ser transmitido pelo aleitamento materno.
Outra forma possível de contaminação é através do contato com sangue de pacientes infectados. Acidentes com agulhas contaminadas ou transfusão de sangue são vias potenciais. O transplante de órgãos também é forma possível de transmissão do vírus.

FEBRE CHIKUNGUNYA NO BRASIL

O vírus Chikungunya foi reconhecido pela primeira vez na década de 1950 após um surto da doença na Tanzânia, na África oriental. Desde então, a doença foi reconhecida em vários países da África e do sudeste asiático, ficando restrita a estas regiões por décadas.
Porém, em 2006 estudos identificaram uma mutação no CHIKV, que tornou mais fácil a sua transmissão através do Aedes albopictus. Desta forma, vários países do mundo, incluindo os EUA e o sul da Europa, passaram a ter 2 espécies de Aedes com grande capacidade de transmissão do vírus Chikungunya. Como tanto o Aedes aegypti quanto o Aedes albopictus encontram-se presente por praticamente todo o continente americano, sabia-se que era uma questão de tempo para que a doença chegasse e se espalhasse por essas bandas.
Febre de chikungunya
Casos importados da doença já haviam sido registrados em vários países do continente americano nos últimos 10 anos, mas em 2013 surgiram, no Caribe, os primeiros casos de transmissão local do vírus Chikungunya dentro das Américas. Desde então, a doença tem se espalhado rapidamente, atingindo pelo menos 41 países no continente em apenas 1 ano.
No Brasil, os primeiros casos de transmissão do vírus Chikungunya foram identificados em Setembro de 2014. Até então, todos os casos conhecidos eram importados, adquiridos por brasileiros que haviam viajado para áreas endêmicas. Como era esperado, a combinação entre a elevada prevalência dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus no território brasileiro e a ausência de anticorpos contra o novo vírus entre a população fez com que rapidamente surgissem surtos da febre chikungunha em diferentes regiões do país. Em pouco mais de 1 mês, mais de 1000 casos foram notificados em todo o Brasil.

SINTOMAS DA FEBRE CHIKUNGUNYA

O termo chikungunya vem de um dialeto da Tanzânia e significa algo como “aquele que se dobra”. O termo surgiu pelo fato dos pacientes acometidos pela doença terem intensas dores articulares, que fazem com que o mesmo fique com o tronco sempre arqueado.
O período de incubação da febre chikungunha no ser humano pode ser de até 2 semanas, mas, na maioria dos casos, a doença surge entre 3 a 7 dias após o indivíduo ter sido picado pelo mosquito. Cerca de 80% dos pacientes contaminados irão desenvolver sintomas.
A chamada fase aguda da febre chikungunha começa com uma febre alta de início súbito, geralmente ao redor do 40ºC, associada à mal-estar e intensa poliartralgia (dor em várias articulações). As dores articulares costumam surgir nas primeiras 48 horas e acometem cerca de 90% dos pacientes com febre chikungunha. As dores surgem no corpo inteiro, mas os locais mais afetados costumam ser as mãos, punhos, pés e tornozelos. Intensa dor lombar também é comum. O paciente pode ter dor em mais de 10 grupos articulares ao mesmo tempo, o que o deixa bastante incapacitado.
Nos primeiros 2 ou 3 dias de doença, até 75% dos pacientes apresentam um rash maculopapular na pele, que são pequenos pontos avermelhados e agrupados, que podem ou não ter algum relevo. O rash surge com predomínio no tronco, mãos e pés. Cerca de 1/4 dos pacientes queixam-se de prurido nas lesões.
Dor de cabeça, dor muscular, cansaço, diarreia, vômitos, conjuntivite, dor de garganta e dor abdominal também são sintomas comuns na fase inicial da doença.
A fase aguda dura de 3 a 7 dias, período no qual os sintomas começam a desaparecer. Em cerca de 80% dos casos, porém, o paciente entra em uma fase chamada subaguda, que se caracteriza pela continuidade ou mesmo exacerbação das dores articulares. Apesar de não ter mais febre, o paciente pode permanecer semanas com poliartralgia. Se as dores articulares durarem mais de 3 meses, dizemos que o paciente entrou na fase crônica da doença, que pode durar por até 3 anos.
Complicações da febre chikungunya
Como não possui uma fase hemorrágica, a febre chicungunha costuma ser uma virose mais benigna que a dengue. O seu problema não costuma ser o risco de morte, mas sim o risco de incapacitação pelas intensas e prolongadas dores articulares.
Porém, quando adquirida por bebês, pacientes com mais de 65 anos ou por pessoas já previamente com múltiplas doenças, principalmente de origem cardíaca, pulmonar ou neurológica, a febre chikungunha costuma ter uma evolução mais agressiva, podendo, inclusive, levar esses pacientes ao óbito. A taxa de mortalidade da febre chikungunha é 50 vezes maior nos idosos quando comparados a adultos com menos de 45 anos.
Entre as complicações possíveis do CHIKV nesta população mais debilitada podemos citar: meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, hepatite aguda, insuficiência renal aguda, surdez, lesão ocular, miocardite, pericardite e insuficiência respiratória.

DIFERENÇAS ENTRE A DENGUE E A FEBRE CHIKUNGUNYA

A dengue e a febre chikungunha partilham de várias semelhanças. Em alguns casos, pode ser bastante difícil fazer o diagnostico diferencial somente através dos sinais e sintomas. Todavia, uma avaliação clínica mais cuidadosa pode nos ajudar.
A principal diferença é o acometimento das articulações. A dengue até pode causar dor articular, mas ela não costuma ser tão importante quanto a dor muscular ou a dor nos olhos. Na febre chikungunha, a poliartralgia é um dos sintomas mais exuberantes e é tipicamente dor das articulações das extremidades (mãos e pés). Outra diferença é o rash cutâneo. Na febre chikungunha as manchas vermelhas surgem nas primeiras 48 horas, enquanto que na dengue o rash só surge a partir do 3º ou 4º dia.
Na dengue, a queda das plaquetas costuma ser mais grave e eventos hemorrágicos, como machas roxas na pele, sangramento nasal ou de gengiva são bem mais comuns. A evolução para um forma hemorrágica é quase exclusiva da dengue.
Após o fim da fase aguda, o paciente com dengue costuma sentir-se cansado por vários dias, enquanto que o paciente com febre chikungunha queixa-se de dor articular.
A tabela abaixo faz um resumo sobre as principais diferenças entre a dengue, a chikungunha e a febre Zika:
zika-dengue-chikungunya

DIAGNÓSTICO DA FEBRE CHIKUNGUNYA

Assim como na dengue, a febre chikungunha pode ser diagnosticada pela sorologia, que é um exame de sangue que consiste na pesquisa de anticorpos contra o CHIKV. Os anticorpos do tipo IgM já podem ser identificados no sangue do paciente a partir do 5º ao 7º dia de sintomas.

Nas análises de sangue comum, é habitual encontrarmos linfopenia (valores baixos de linfócitos), trombocitopenia (valores baixos de plaquetas) e alterações nas enzimas hepáticas (TGO e TGP).
Uma forma mais rápida de diagnosticar a doença é através de uma exame chamado RT-PCR, que pesquisa a presença do material genético do vírus Chikungunya no sangue. Esse exame é mais caro, mas costuma ser capaz de diagnosticar a febre chikungunha já nos primeiros dias de doença.

TRATAMENTO DA FEBRE CHIKUNGUNYA

Febre de chikungunya
Tal como na dengue, não existe tratamento específico contra a febre chikungunha. Não há um medicamento que aja diretamente contra o vírus de modo a eliminá-lo do organismo mais rapidamente. A imensa maioria dos pacientes irá se curar de forma espontânea após cerca de 7 a 10 dias. O tratamento que se propõe, portanto, é apenas sintomático e de suporte.Na fase aguda também são contra-indicados os corticoides, pois estes são fármacos que inibem o sistema imunológico. Na fase crônica da doença, porém, se as dores articulares ainda estiverem presentes e não houver boa resposta aos analgésicos e anti-inflamatórios comuns, os corticoides podem ser uma opção válida para o controle da dor.Para evitar a desidratação, que é muito comum, indica-se o consumo de 1,5 a 2,0 litros de água por dia. Para o controle da febre e das dores articulares, as drogas mais indicadas são o paracetamol e a dipirona. O uso de anti-inflamatórios ou aspirina deve ser evitados na fase aguda, pois se o paciente tiver dengue em vez de febre chikungunha, esses medicamentos aumentam o risco de eventos hemorrágicos.





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