terça-feira, 21 de junho de 2016

Recidiva do câncer de mama: quais as chances de acontecer e como lidar



Maioria acontece nos primeiros dois anos, mas não existe idade limite para o retorno do câncer.

A recidiva do câncer de mama está muito relacionada à biologia tumoral. Como já escrevemos em artigos anteriores, os canceres de mama são diferentes em tipo e comportamento biológico com grau de agressividades diferentes.
Além dos fatores biológicos tumorais, contribuem para a recidiva:
  • o tipo de abordagem cirúrgica (se foi obtido margens de segurança adequada ou não)
  • o tamanho do tumor prévio
  • se havia ou não gânglios comprometidos
  • se a paciente recebeu radioterapiaquimioterapia ou hormonioterapia de acordo a necessidade do caso
  • se a paciente aderiu ao tratamento proposto ou se houve abandono no meio do caminho.
  • Em geral, a maioria das recidivas ocorrem nos primeiros dois anos após o tratamento, mas existem casos de recidivas tardias - mesmo após anos do tratamento inicial, logo, não existe um limite máximo de tempo no qual as recidivas poderiam surgir.

    Gravidade da recidiva

    Considerando que o tratamento inicial foi adequado, uma recidiva denota que o tumoré biologicamente agressivo e que foi resistente aos melhores tratamentos disponíveis na época do tratamento.
    É importante sinalizar que uma recidiva de câncer de mama que ocorre na própria mama é diferente de uma recidiva que ocorre no pulmão, por exemplo. Sendo que o primeiro é de mais fácil resolução do que o segundo.

    Como lidar com a recidiva?

    A principal forma de lidar com o problema da recidiva tumoral é o suporte médico adequado, mediante a realização do diagnóstico preciso e da definição das melhores estratégias de tratamento - que podem ser uma nova cirurgia, nova quimioterapia ou nova linha de hormonioterapia, a depender do tipo biológico do tumor e do local da recidiva.
    Associado a isso é importante todo o apoio da equipe multidisciplinar de saúde como: enfermeiras, psicólogas, nutricionistas dentre outros profissionais envolvidos no cuidado do paciente.
    O suporte da família é fundamental neste processo também. Suporte religioso pode ser bem interessante nestes casos, ajudando no enfrentamento da doença e das angústias e preocupações inerentes à esta fase do tratamento.
    Importante também para se evitar a recidiva tumoral é a prática de atividade física e a manutenção adequada do peso, combatendo fortemente a obesidade.



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